Brisa do Sul

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Feliz 2012

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011 by Regina Ramão |
Pois é, e o ano derradeiro vai iniciar.

Dizem as más línguas e aves agourentas de plantão que 2012 será a última possibilidade de sermos felizes, pois no fatídico 21 de dezembro será o fim dos tempos.

Na dúvida, vou viver intensamente 2012, como se o mundo fosse acabar amanhã, afinal de contas, tudo é lucro. E, depois, caso faça alguma besteira por conta da intensidade e o mundo não acabe, terei uma boa desculpa.

E que venha 2012 para ser mais um ano dos melhores de nossas vidas.


Feliz Ano Novo a Todos!



P.S.: Esta a camiseta que vou usar na virada. Eu só quero é ser feliz, se o amor vier à reboque, melhor ainda. Sei, preciso passar e desamarrotar a camiseta, senão acontece tudo ao contrário.

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PolíticaBook

terça-feira, 29 de novembro de 2011 by Regina Ramão |
Para quem gosta de Política e de Redes Sociais, agora, no Brasil, tem o lugar perfeito para isso, é o PolíticaBook .

Lá você pode divulgar o seu artigo, artigos de outros (com os devidos créditos, óbvio), comentar, criticar, curtir e formar a sua rede de amigos. Tudo de uma forma política e democraticamente correta.

Já me cadastrei no site, espero que os meus companheiros de lutas também se cadastrem. Um fórum democrático não pode ficar sem a nossa participação.  É este tipo de debate que fortalece e ajuda a divulgar nossos ideais.

Vejo vocês por lá.






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Mundo Animal.... de Estimação

quinta-feira, 21 de julho de 2011 by Regina Ramão | 0 comentários

E o Tótti cresceu. Está um cachorro muito fofo e sapeca. Meu companheiro querido nestes dias invernais aqui na praia. Perdoem-me os meus pares, seres humanos, mas o melhor amigo da mulher é o cachorro. Não reclama, não confunde, não distrata. Dá um amor incondicional sem pedir nada além de alimentação e um pouco de atenção. Posso ficar dias, semanas sem o contato com humanos, mas não me tirem os animais. 

A minha gata, a Xuxu, também é um amor, apesar de muito mais temperamental que o Tótti. Ela se parece muito comigo, fica no canto dela, não adula e também não incomoda ninguém.

  


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Canção - Cecília Meireles

domingo, 3 de julho de 2011 by Regina Ramão |


Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
- depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar


Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas.


O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio...


Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.


Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.



Cecília Meireles






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Literatura

Bem vindo, 2011!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011 by Regina Ramão | 2 comentários
Este ano fiz uma promessa, a de não fazer promessa alguma. Também fiz a lista  de intenções, com um só item, a intenção de não projetar nada. E, para completar, um só juramento, o de deixar a vida me levar do jeito que ela quiser.

Cansei de me sentir frustrada nos finais de ano por não ter alcançao metas planejadas nas listas de boas intenções. Eram caminhadas que não dei, quilos que não perdi, cursos que não realizei, livros que não li, filmes que não vi, amigos que não visitei. Uma tristeza.

Desta vez vai ser diferente, não vou listar nada, tudo que acontecer será lucro. Adeus depressão e frustração.


2011 pode vir quente que eu estou fervendo! Yes!
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comportamento, Pesssoal

Uma flor entre as pedras

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010 by Regina Ramão | 1 comentários
Algumas coisas da natureza, aliás, muitas coisas, me surpreendem, mesmo agora que me encontro na média idade. Não confundam com Idade Média, que é outra coisa bem diferente. Média idade é aquela em que deixamos de criticar os mais velhos e passamos a criticar os mais jovens, aprendi isto em uma das pérolas do Twitter (não larguei o vício do Twitter e já desisti de tentar).

Uma flor que nasce entre pedras é algo que me comove. Quando me deparo com esta raridade não consigo ser indiferente. Fico imaginando quanta perseverança a pobre planta teve de enfrentar para vencer tantas adversidades.

Ontem encontrei este poema do Drummond que, bem melhor que eu, também não era indiferente.


A Flor e a Náusea

Preso à minha classe e a algumas roupas,
Vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso, sem armas, revoltar-me'?

Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas,
alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.

Em vão me tento explicar, os muros são surdos.

Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas,
consideradas sem ênfase.

Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.

Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.

Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.

Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio,
paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.

Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.

Sento-me no chão da capital do país às cinco horasda tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.
 
(Carlos Drummond de Andrade)

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Literatura

O Trem Atrasou

sexta-feira, 19 de novembro de 2010 by Regina Ramão | 0 comentários
Recebi do amigo Ivaldo. Tomei a liberdade de publicar aqui no blog. Espero que gostem tanto quanto eu.


TREM  ATRASOU
 
Muita gente reunida
Sem haver reunião
Cada um  com seus problemas
Em busca de solução

As horas passando  e nada
Muitos então desistiam
Outros faziam amizade
E alí  se conheciam

Assuntos pra passar tempo
Um sorvete, uma  piada
O tempo passa; e passou

Afinal o que foi  isto?
Sem mais detalhes te digo
Foi o trem que atrasou.

(Ivaldo Morais de Souza)
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Cultura, Literatura

Enfim, Primavera!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010 by Regina Ramão | 1 comentários
O inverno foi deveras deprimente este ano. O frio não foi dos mais intensos, em compensação os dias cinza predominaram e esta cor está longe de ser animadora. Sinto que, aqui no litoral, o meu humor acompanha o clima, talvez porque o clima também seja mais intenso. Se chove, chove muito, se faz sol, é abrasador, se o tempo fica nublado, tudo é tingido de cinza, quando desce a ventania, o sibilar do vento não é só assustador, ele ensurdece, enlouquece. Dominar o humor nestas situações constantes é tão fácil e simples quanto controlar as forças da natuza.

Por sorte, inicia-se hoje a primavera, estação das flores, dos perfumes, dos amores.  As previsões, otimistas ao meu ver, dão conta que a estação será mais seca em razão do fenômeno La Niña. Mesmo sabendo que as plantas precisam de água, realmente desejo que a primavera não seja tão chuvosa como foi em 2009, para o bem dos meus neurônios preciso de luz e de sol.

Hoje fui docemente lembrada da estação das flores, mesmo com a chuva descendo aqui em Capão da Canoa, por uma amiga do Twitter, que enviou o link de um site que, ao clicarmos, vai surgindo flores na tela (http://is.gd/fphnt). Busquei no YouTube a música do Tim Maia, "Primavera" , que amo desde que era guriazinha. E, para completar o momento florido e fofo, liguei a TV bem na hora em que passava, no Telecine Cult, a cena antológica do clássico "Butch Cassidy and the Sundance Kid", quando Paul Newmann anda de bicicleta com Katharine Ross ao som de Rain Drops Keep Falling on My Head, de Burt Bacharach. Lembranças, buscas, coincidências, nossas vidas são cheias delas, o problema reside quando insistimos em esquecer que por trás das nuvens cinza há um sol brilhando.

Isto aqui está ficando com cara de texto de auto-ajuda (puxa, não sei mais onde vai e onde não vai hífen, maldita reforma ortográfica), mas é compreensível, estamos na primavera, quando o sol brilha e as babaquices são perdoadas. Não tenho mais o viço da juventude, nem a ebulição dos hormônios da adolescência, para curtir os amores da estação, mas ainda me comovo com os jardins floridos e o brilho do sol, faz parte do meu ser. Mas para não deixar a alienação total tomar conta, um mosquito imenso pousou na minha mão, lembrando-me que voltaram junto com a primavera e que deixar as janelas abertas ao cair a noite não é um opção inteligente.
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Clima, Pesssoal

Emburrecendo

domingo, 12 de setembro de 2010 by Regina Ramão | 1 comentários
Sempre tive consciência de minhas limitações, tanto no plano físico quanto no mental. Não pratico atividades físicas com regularidade, para ser sincera, sou praticamente uma completa sedentária e, como tal, costumava ser afeiçoada às atividades que não me fizessem suar, entre elas a saudável leitura e a escrita, por mais singela (ou simplória, como diria um velho amigo) que fosse esta última.

Como a velocidade das informações está quase superando a barreira do som e, em contrapartida, a superficialidade impera, subjuguei-me aos ditames da modernidade mergulhando de cabeça no bate-pronto da hora chamado Twitter. Viciei-me no desafio de tentar passar algo lúcido e com conteúdo em tão somente cento e quarenta caracteres. Escrever "cento e quarenta" caracteres e não "140"... me parece algo jurássico.

No início, este desafio foi salutar para alguém prolixa como eu, fui obrigada a encarar a objetividade, deixando de lado pormenores, detalhes irrelevantes, as famosas abóbrinhas que incomodam sobremaneira os apressados, não necessariamente aqueles que comem cru, mas sim aos que gostam de um filé mal-passado, do tipo se morder muge.

Agora, porém, sinto o quanto tenho dificuldades para me expressar abordando minúcias que, bem ou mal, fazem a diferença ou dão o tempero, tanto em um artigo quanto em uma conversa com alguém com mais de dois neurônios.

Este imbróglio preliminar talvez não passe de réles justificativa para minha ausência aqui no blog, para isso também posso citar a quebra do meu notebook, a preguiça explícita, mas ainda acredito que a maior razão é o meu emburrecimento. Lógico que o Twitter não é o único culpado, a idade também está pregando peças, minha memória recente começou a piscar igual a luz do lustre aqui da sala de casa, só espero que não queime como a lâmpada, pois diferente desta, aquela eu não encontro à venda na ferragem da esquina.

Andei lendo uma pesquisa ou estudo, destes que andam aos borbotões pela rede, incrível como existe pesquisa ou estudo para tudo hoje em dia, desde a melhor comida para o seu bichano, até qual o melhor lado para dormir em dia de chuva. Voltando ao saco, deixando a mala de lado, a pesquisa dizia que, pasmem, fazer palavras-cruzadas, jogar xadrez e até ler, se for demais não faz assim tão bem para a saúde mental de um idoso como vinha se preconizando. Na verdade, diz que estas atividades fazem bem, mas que, em excesso, quando a senilidade chegar, vem de forma mais arrasadora. Fico pirada com estas elucubrações, só espero não ficar velha, no sentido de velha como sinônimo de não ter saúde. De que adianta a longevidade se ficar presa a um cérebro do tamanho de uma castanha de caju?

Quanto às limitações físicas, não me preocupo tanto, já estou me acostumando com a artrite que apronta das suas nos dias frios aqui do sul, me entortando e me dando passos de tartaruga, até acho interessante ser obrigada a fazer o câmbio de terceira para segunda e até primeira, dependendo da situação. Lógico que não quero ficar presa a uma casca de noz, como o Stephen Hawking, mas sei que não vou conseguir dar os meus pulinhos a vida inteira.

Dito isto, vou me esforçar para manter o blog atualizado, para a tristeza de muitos e alegria de poucos, a cascata de abóbrinhas da Re vai continuar dando os ares da graça por aqui, se não ajuda, ao menos não prejudica, e assim fico obrigada a me expressar em mais de cento e quarenta caracteres, mesmo que para muitos isto pareça uma profunda encheção de linguiça.
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Pesssoal, Saúde, Twitter

Saramago e Eu

sexta-feira, 18 de junho de 2010 by Regina Ramão | 2 comentários
Não lembro ao certo quando fui apresentada às obras do autor português José Saramago. Penso que foi lá pelos anos oitenta, quando arriscava um curso de Letras.

Li poucos livros, os que mais me impressionaram foi "A Caverna" e "Ensaio Sobre a Cegueira". Sua maneira de escrever me emocionava, pois conseguia ter leveza combinada com profundidade mesmo em momentos de extremo terror pelos quais passavam seus personagens.

Saramago marcou minha vida, não só pelos seus escritos, mas de forma real. Poderia, em razão do episódio, ter criado total aversão ao escritor, mas a culpa do acontecido não foi dele.

Não lembro ao certo se foi 2000 ou 2001, houve um concurso para juiz de Direito em Santa Catarina. Participei do referido. Santa Catarina tem, a meu ver, um protecionismo com seus cidadãos, pois seja qual for o concurso eles testam não só os conhecimentos específicos referentes ao objeto, mas também algo como conhecimentos gerais e, até mesmo, conhecimentos sobre o estado de Santa Catarina.

Havia me preparado bastante. Consegui ir bem em todas as provas, inclusive nas de conhecimentos sobre o estado, mas derrapei na de conhecimentos gerais, fui reprovada por uma questão. Sabia a resposta sobre de quem havia sido o Nobel de Literatura de 1998. José Saramago era a resposta. Não sei por que marquei outro escritor como sendo a alternativa correta. Na hora pensei ser o famoso "pega ratão", pois era uma resposta tão óbvia para uma questão de concurso. Achei que tivessem trocado o ano do Nobel, como não sou boa para gravar datas, fiquei na dúvida. Resultado, reprovei no concurso.

Confesso que fiquei bastante revoltada quando soube do resultado. Mas nunca consegui ficar com raiva do Saramago em razão disso. Afinal a culpa era exclusivamente minha de ser tão desconfiada e achar que a questão fosse uma pegadinha.

Sou tão sua fã que formei uma comunidade no Sonico intitulada "Fãs de Saramago", onde coloco notícias, vídeos, fotos do escritor.

Hoje, vai ser o dia mais doloroso, pois preciso entrar na comunidade para publicar a notícia da sua passagem. Porém, como ele mesmo dizia: "Fisicamente, habitamos um espaço, mas, sentimentalmente, somos habitados por uma memória." Ele pode não mais estar aqui fisicamente, mas estará sempre presente em nossa memória.

Ah, e antes que alguém tente me recordar, sei bem o quanto Saramago era ateu e o quanto sofreu preconceito por conta disso, mas este é só mais um detalhe que fortalece minha admiração por ele.

Regina Ramão
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Literatura, Obituário, Pesssoal

Dança das Águas

quinta-feira, 20 de maio de 2010 by Regina Ramão | 0 comentários
Não sei se é a descendência indígena ou quem sabe por ser um tanto romântica, o fato é que tenho fascínio pela água. Talvez seja este o principal motivo de ter resolvido fixar residência no litoral.

Caminhar à beira mar assistindo o valsar das ondas me hipnotiza, sou automaticamente remetida a um estado zen.

Cascatas em meio às matas é outro prazer para os meus sentidos.

Água de todas as formas, no rio, na piscina, no chuveiro, no mar, até em uma chuva de verão após uma semana de sol tórrido, puro deleite.

Infelizmente, o excesso é que tem predominado aqui pelo sul. Foram dois ciclones consecutivos que despejaram águas em volume intenso. As ruas viraram rios, o mar, de ressaca, chegou ao calçadão da praia. Não sei o que era pior, a intensidade da água ou o barulho da chuva no telhado de casa, como se fosse uma orquestra bizarra sem hora para acabar, cujo único objetivo era enlouquecer a assistência.

Não tive medo, aliás, faz tempo que ando anestesiada em relação à vários sentimentos e emoções. O que sentia era impotência. O desejo maior era de possuir algum dom divino que pudesse secar as torneiras celestiais e silenciar o tamborilar inconveniente.

Por sorte, desta vez, a energia elétrica não faltou e pude, assim, ocupar o tempo navegando na internet, assistindo aos filmes antigos na TV e colocando em dia minhas leituras. Mas, por precaução, comprei uma lanterna potente para garantir a iluminação, caso a CEEE não consiga manter o mesmo desempenho nos próximos dilúvios. Afinal, suporto inundação e barulho, mas não aguentaria ficar nas trevas, sou má algumas vezes, admito, mas ainda não estou pronta para enfrentar o inferno.
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Pesssoal

À Luz de Velas

quarta-feira, 28 de abril de 2010 by Regina Ramão | 1 comentários
Assim como a maioria, acho muito romântico um jantar a luz de velas, apesar da dificuldade de ver com nitidez o que estou levando à boca. Se já sou meio ceguinha, mesmo usando óculos, o problema aumenta com luz fraca. E, convenhamos, a apreciação de um prato tem muito a ver com a sua apresentação aos olhos.

Ontem à noite, preparei meu jantar: uma porção pequena de macarrão à bolonhesa, acompanhado de salada mista com molho de iogurte e um belo vinho tinto seco chileno, provindo das cordilheiras dos Andes. Sentei-me para o deleite de um dos poucos prazeres desta vida e "puft", acabou a energia. A escuridão só não era maior devido à bela lua cheia que a natureza nos presenteava, a qual passaria por mim despercebida, não fosse a providencial falta de eletricidade.

Por sorte lembrei onde havia guardado as velas e os castiçais que havia ganho no último domingo. Presente que, em um primeiro momento, achei um tanto inútil, do tipo que guardamos no fundo da prateleira da estante para que, quem sabe um dia, servisse para algo. As chamas das velas iluminaram precariamente o ambiente,  o suficiente para que pudesse terminar o jantar.

Aproveitei que a noite estava enluarada e fui para o jardim apreciar sua beleza. Havia uma brisa fria, nada que um cardigan não desse conta. O cachorro ficou eufórico ao me notar vagando, seu pelo branco refletia o luar e parecia uma ovelha insane saltitando por entre as plantas do jardim. Como sou a única moradora em meio à casas de veraneio desocupadas, o silêncio era assustador. Não notava com frequência, pois a TV e o aparelho de som estavam sempre ocupando o seu espaço. Voltei para o interior da casa.

Passou-se cerca de duas horas em que fiquei privada da luz artificial, o suficiente para os fantasmas da minha mente ensaiarem um ataque. Por sorte, antes que o desespero tomasse conta, a energia se reestabeleceu.

Hoje, lendo o jornal, fiquei sabendo o motivo do blecaute. Um homem havia subido em uma torre de alta-tensão no município de Atlântida Sul, na subestação Atlântida 2 da Eletrosul. O motivo do ato insano, paixão. O apaixonado em momento de loucura, aliás, como louco é todo ser que se apaixona, resolveu chamar a atenção subindo na torre. Ainda bem que não estava por perto, pois senão seria uma daquelas malucas que grita: " -Se joga!!!" Me enquadraria direto no artigo 122 do Código Penal, "instigação ao suicídio...".

Já passei por poucas e boas nesta vidinha, mas nada que me fizesse subir em uma torre de transmissão de energia, correndo risco de morte e prejudicando milhares de pessoas, em razão de um amor não correspondido. Isso tudo ficava bonitinho nos romances do início do século passado. Se sou insensível? Provavelmente. Se insensibilidade significa não perder a razão, então sou mesmo.

Tive meus momentos ridículos, cheguei a chorar e entrar em depressão por amar demais, mas nada que durasse a vida inteira. Não consigo perder tempo com dores e amores, a vida é tão boa e bem mais que isso. Prefiro cuidar das plantas, fazer croché, caminhar na areia sob o sol inspirando o doce aroma do mar, assistir ao bailar das ondas no indo e vindo infinito muito bem registrado na canção do Lulu. E se, por acaso, ao cruzar as dunas notar dois olhos me observando e sorrindo, sorrirei de volta, afinal, sou insensível, mas não sou de aço.
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Pesssoal

Trocando Figurinhas

sexta-feira, 23 de abril de 2010 by Regina Ramão | 0 comentários


Sei que é algo sintomático iniciar um texto com a expressão "quando eu era criança", mesmo assim...

Quando eu era criança, uma das nossas atividades, muito mais dos meninos que das meninas, era colecionar figurinhas em álbuns. Lembro que, enquanto os meninos colecionavam especialmente figurinhas de futebol ou de carros de corrida, as meninas se derretiam com as famosas figurinhas do "amar é...".

Na semana passada, junto com o jornal, veio o álbum de figurinhas da Copa 2010. Automaticamente me remeti à infância. Entendo, hoje, que aquele passatempo era positivo, especialmente quando as figurinhas eram educativas, quando o álbum era sobre história, geografia ou ciências. Sempre se aproveita alguma coisa.

Lembro que, em determinada época, os tais álbuns foram proibidos. Havia uma máfia que os publicava e divulgava que, em sendo certa página, ou o álbum inteiro completado, a pessoa ganhava um prêmio. O que, obviamente, jamais acontecia, pois sempre faltava uma figurinha para completar.

Senti na pele o quanto era complicada esta brincadeira, quando minhas filhas começaram a colecionar figurinhas. Não lembro ao certo se era o álbum da Barbie ou Xuxa. O que recordo é que não havia dinheiro que chegasse para sustentar o vício.

O roubo das figurinhas do álbum da Panini, da Copa 2010, ocorrido em São Paulo, confirma minha tese de que realmente este negócio é bem lucrativo.

Só não consigo compreender uma coisa: Como é que, nos dias atuais, ainda tem jovens e adultos que colecionam figurinhas? É tanto acesso gratuito a tudo. Informação, fotos, etc, está tudo na internet. Qual a graça de colecionar os tais cromos?

Agora, pensando bem, se lançarem álbuns com fotos de cenas de filmes antigos, ou de novelas do passado, ou das mais lindas paisagens naturais do planeta, acho que me torno fã. Nunca digo desta água não beberei.

Regina Ramão
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De tudo um pouco

terça-feira, 6 de abril de 2010 by Regina Ramão |

Mesmo morando neste paraíso de paz, onde quase nada acontece, teria muito o que escrever tanto por pequenas ocorrências curiosas, quanto por devaneios propiciados justamente pelas horas silenciosas, ou não, de longas conversas comigo mesma.

Das observações da natureza, confesso que nem todas me agradam. Tenho uma severa implicância com uma pomba rola que fica estática, pousada no telhado da casa do vizinho dos fundos, e me observa com olhos fitados quando estou na cozinha. Isto me perturba, tenho reservas com aves, talvez seja influência Hitchcockiana, o filme "Os Pássaros" marcou minha adolescência, ou talvez por vê-las como agourentas. Enfim, minha vontade era de dar um belo fundaço no traseiro desta pomba que me fita e enche de coco as lajotas do pátio. Felizmente ainda tenho um resquício de sanidade para não colocar a termo meu desejo.

Tenho assistido aos noticiários, não com a mesma urgência que nos tempos em que vivia sob as garras da esquizofrenia urbana. Hoje fiquei perturbada com o caos desencadeado pelas chuvas no Rio de Janeiro. Não é de hoje que a tragédia se repete. Acredito que isto vem dos tempos imperiais. Maldita hora que Dom João resolveu fazer do Rio o seu lar. Depois veio a libertação dos escravos, que foram jogados à própria sorte sem assistência e organização. A ocupação clandestina de áreas inapropriadas vem de anos e para alterar algo e tornar mais digna e segura a existência das pessoas no Rio de Janeiro, vai demandar não só tempo e dinheiro, mas principalmente boa vontade e trabalho. E não vai faltar gente para usar a tragédia na campanha para manter os royalties do petróleo distribuídos da forma como estão, mandando o Ibsen fechar a matraca. Enquanto a política se sobrepuser aos interesses sociais, nada mudará, nada terá solução.

E aqui no meu Rio Grande do Sul amado, entro com energia infantil na campanha "Fica Victor". O Grêmio tem, em sua história, a tradição de ter em seu plantel goleiros de alta categoria. Mazaropi, Danrlei e agora Victor, no meu entender, foram os melhores. Não sei até que ponto uma campanha virtual possa alterar alguma negociação futura com o nosso goleiro. Na dúvida, porém, estou embarcando de mala e cuia, tanto no twitter como no blog, deixo claro o meu mais profundo desejo de que VICTOR faça muita história no meu tricolor.

Ainda de ressaca da Páscoa, vou aproveitar a tarde de sol preguiçoso e vento frio, para comer chocolate e bebericar um vinho chileno, rebas do feriado.

Regina Ramão
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A moda do sapinho

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010 by Regina Ramão |

Não sou muito fresca na hora de enfrentar certos animais asquerosos. Não vejo problemas em matar moscas, baratas e pernilongos. Lagartixa aprendi a chamar carinhosamente de "Lalá", denominando-as desta maneira consegui evitar que minhas filhas tivessem medo do bichinho que não faz mal a ninguém.

Em contrapartida, há três monstrinhos que me botam pavor: ratos, morcegos e sapos.

Assim que vim morar em Capão Novo, percebi que precisava aprender a enfrentar meus traumas. Quando era criança, um senhor que estava limpando o bueiro da rua chamou a mim e às minhas amigas para vermos uns bichinhos fofos, nos aproximamos e ele nos mostrou uma ninhada de ratos em suas mãos. Meus gritos foram ouvidos há quilômetros.

Em outra ocasião, deitada na sala de casa em Porto Alegre, no apartamento em que morava próximo à Igraja das Dores, fui subitamente acordada por algo que grudara no meu rosto. Era um morcego enorme. O choque foi tanto que por meia hora perdi a fala. Coisa estranha, quando criança berrava, quando adulta perco a fala.

Histórias com sapos foram tantas que nem dá para citar.

Pois bem, aqui na praia, próximo da casa onde estava, há um terreno baldio, o canto das pererecas pode ser romântico no entender de muitos, mas para mim soava como o côro do inferno.

Como as chuvas têm sido constantes em razão do El Niño, o que não falta aqui na praia é sapo, rã, perereca, e outros batráquios que tais. Então só resta me adaptar a uma convivência pacífica com esta vizinhança exótica.

Não sei se é coincidência, mas quando fui comprar o jogo de cozinha para proteger os eletrodomésticos, o artesanato só oferecia estampas com um sapinho debochado mostrando a língua(foto). Não tive opção. A sapada invadiu definitivamente o meu espaço.
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Humor, Pesssoal

Novos Tempos, Novos Ares

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010 by Regina Ramão |

Não peço perdão por que não mereço recebê-lo, porém devo explicações por consequência da minha longa ausência.

Desde o início de julho do ano passado tomei a decisão que vinha protelando de mudar-me para o litoral. Iniciei o mês de julho, em pleno inverno, acampada na casa da minha mãe na praia. Foram longos meses do mais profundo retiro espiritual. O frio foi intenso e as alternativas para ocupar o tempo se resumiam a ouvir música, ler, caminhar, assistir a poucos programas de TV (só tinha 4 canais disponíveis, sendo que somente dois tinham boa sintonia) e escrever em um diário manualmente, pois estava sem computador e, obviamente, sem internet.

Passei este tempo meditando sobre a minha vida enquanto procurava uma casa para morar, afinal, não poderia ficar eternamente ocupando a casa da minha mãe.

No dia 20 de dezembro mudei-me para a minha nova casa. Foi um dos dias mais felizes da minha vida. Na verdade a felicidade plena chegou no dia 11 de janeiro, quando enfim foi assinado o contrato da compra.

Agora, devidamente instalada e com o micro conectado, voltarei a blogar e também a twittar.

Certamente meus textos estarão bastante diferentes dos antigos, pois amoleci muito morando aqui no paraíso. Já não consigo ver a vida com tanta desconfiança e medo como antes, quando morava na região metropolitana de Porto Alegre. Aqui o movimento só é intenso nesta época de veraneio, em março voltamos à vivência pacata de comunidade interiorana, com o mínimo de estresse.

Por enquanto é só.

Aos amigos, beijos e saudades.
Aos internautas visitantes, sejam bem-vindos.

Que 2010 seja especial para todos!

Regina Ramão
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Pesssoal

Adeus, Pituca.

quarta-feira, 24 de junho de 2009 by Regina Ramão | 5 comentários

No dia 25 de maio de 2001, em Estrela-RS, nascia a cadelinha daschund mais querida do planeta, a Pituca.

Comprei a Pituca em uma PetShop de Santa Cruz do Sul onde eu e minha família residíamos na época.

A bichinha era danada demais. Arrancava as flores do jardim, detonava com os assentos das cadeiras de plástico do pátio e seu passatempo predileto era tentar caçar o nosso papagaio.

Após a adolescência efervescente, consegui domá-la e a doidinha se tornou uma verdadeira dama. Não se aproximava da ração enquanto a servíamos. Quase não latia, só o fazendo em casos muito especiais, enquanto não era apresentada ao estranho que nos visitava.

Dizem que os animais se parecem com os donos, acredito. A Tuca era esperta e inteligente como nossas filhas, roncava ao dormir como o meu marido e adorova uma brincadeira e uma lagarteada ao sol como eu.

Sua brincadeira preferida era brincar com uma bolinha de tênis, não se cansava facilmente de repetir as idas e vindas atrás daquela esfera amarelo-limão.

Sem frescuras, comia de tudo, ração, pipoca, bergamota, mas sua predileção eram os butiás que choviam ao seu redor no verão, era capaz de devorar vários e depois ficar meio zonza com a farra gastronômica.

Em dezembro do ano passado apareceu um nódulo na mama da Pituca. O câncer evoluiu fulminantemente, mesmo com a cirurgia não foi possível deter o inimigo.

Hoje a nossa amiga querida partiu.
Deixou de sofrer, isto nos conforta.
Em nossa lembrança vai ficar a sua imagem alegre e animada.
Em nosso coração o brilho dos seus olhos meigos e a saudade daquele afeto e amor incondicional que ela nutria por nós e que nós teremos eternamente por ela.

Pituca, descanse em paz!
Nosso eterno amor!

Regina e família.
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Obituário

Sem lenço e sem documento

sexta-feira, 19 de junho de 2009 by Regina Ramão | 4 comentários
O STF julgou na terça-feira última que, no Brasil, para ser jornalista, não é necessário ter diploma.

Então, pessoas, me apresento: Regina Ramão, dona de casa em tempo integral e jornalista nas horas vagas.

Tem gente arrancando os cabelos, e não tiro a razão. A pior coisa que pode existir é a desvalorização de um certificado buscado, na maioria das vezes, a duras penas.

Como o caso está definitivamente decidido, creio não ser oportuno ficar chorando o leite derramado, pois como diz o título daquele livrinho, ele pode já estar estragado.

Não tinha opinião formada sobre o assunto, provavelmente por não estar diretamente ligada ao mesmo. Acredito que se me debruçasse sobre a polêmica teria ficado ao lado dos que lutaram pela exigência do diploma. Não pelo status garantido, mas pela qualificação mínima.

Como o assunto já está sacramentado, também não vejo por que tanto desespero entre estes profissionais e os aspirantes a jornalistas.

Lógico está que as empresas de qualidade continuarão contratando somente diplomados. E o mais óbvio ainda é que cada profissional é responsável pela sua trajetória de sucesso ou de fracasso e certamente não é um diploma que comprova isto. Cabe a cada um mostrar que é capaz. Os louros do sucesso e reconhecimento serão pura consequência.

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E mais:

* Ulbra beneficia parentes de políticos. O Jornal Correio do Povo de hoje, traz matéria interessante onde dá para começar a ter uma ideia de uma das sangrias desatadas que fizeram com que a Ulbra(Universidade Luterana) ficasse no estado de penúria em que se encontra. Diz a matéria da jornalista Joana Colussi: "Enviada aos ministérios públicos Estadual e Federal para investigação, uma lista com 91 alunos da Ulbra revela que familiares de políticos foram beneficiados com bolsas de estudo da instituição. Na relação, constam os nomes de filhos e sobrinhos de parlamentares gaúchos que obtiveram descontos de 30% a 100% nos valores das mensalidades. Em tese, o benefício deveria ser concedido a estudantes carentes, conforme prevê a lei envolvendo instituições filantrópicas. que têm isenções de impostos do governo federal. A Ulbra deveria destinar, do total de alunos, 20% em bolsas para os que comprovam carência. A lista de bolsas institucionais da Ulbra foi levantada por uma auditoria feita na universidade por determinação da Justiça Federal de Canoas. O documento chamou a atenção do juiz que conduz os trabalhos, por conter nomes de familiares de políticos como bolsistas, indicados pelos próprios parlamentares. Um dos exemplos é Danielle Fraga, filha de Francisco Fraga, ex-secretário-geral de Governo de Canoas. A estudante obteve bolsa de 100% para o curso de Fisioterapia. Fraga é referência também para a aluna Marcela Andressa Ronchetti, filha do ex-prefeito de Canoas Marcos Ronchetti. Ela conseguiu benefício de 50% no curso de Medicina. Além delas, Fraga aparece na indicação de outros seis alunos. Na relação entre pais e filhos, consta Tamara Obregon Bacci, 22 anos, filha do deputado federal Enio Bacci. Ela é bolsista de 50% na Faculdade de Odontologia. A filha do senador Sérgio Zambiasi, Tamara, aparece. Obteve 100% para o curso de Farmácia. Formada há dois anos, a jovem de 27 mora na Itália. A isenção total também foi concedida à estudante de Fisioterapia Daniela Aurora Braz Wobeto, filha do vereador da Capital Luiz Braz. O nome do deputado federal Germano Bonow aparece na indicação da sobrinha Helena Gorostidi Bonow, com 30% de abatimento no curso de Direito. O mesmo parentesco é constatado entre o secretário estadual da Saúde, Osmar Terra, e o aluno Claudio Augusto Diana Terra – contemplado com 50% no Direito. A resposta dos políticos aqui.


* Pesquisa do Ministério da Saúde aponta que 16% dos brasileiros traem. Grande novidade! "Um estudo realizado pelo Ministério da Saúde mostra que 16% dos brasileiros têm relações casuais enquanto estão em um relacionamento fixo. Dos 43,9 milhões que viviam com companheiros, 7,1 milhões tiveram parceiros eventuais. Para se chegar a este universo, foram realizadas 8 mil entrevistas com homens e mulheres entre 15 e 64 anos, nas cinco regiões do país. O levantamento foi feito entre os meses de setembro e novembro de 2008.Segundo a pesquisa, os homens traem mais: 21% deles (4,7 milhões) afirmaram ter tido relações casuais no mesmo período das relações fixas. Entre as mulheres, o índice é de 11% (1,8 milhão).O dado mais preocupante, no entanto, é que o uso do preservativo nas relações casuais é baixo. 63% não usaram camisinha ao fazerem sexo com um parceiro eventual. As mulheres são as que mais dispensam o uso do preservativo: 75%, contra 57% dos homens." (UOL Ciência e Saúde) Mulheres, por favor, amar é bom, mas ter saúde é tudo de bom. Entendo que quando a paixão entra pela porta a razão voa pela janela, mas tem coisas que não dá para esquecer e camisinha é uma das mais importantes.


* Uma nova geração de donas de casa. Quando vi o Lázaro publicar no twitter a mensagem "Não sou dona de casa, sou mãe em tempo integral" e lincar a matéria do jornal Bem Paraná, levei um susto. Fiquei pensando como é que ele havia lido a minha postagem do blog antes de eu a ter colocado no ar. Foi pura coincidência a expressão, mas uma verdade que vem crescendo. Não sou contra o envolvimento da mulher no mercado de trabalho, ao contrário. O que me deixa deveras preocupada é quando estas mulheres colocam filhos no mundo e não conseguem dar conta de educá-los. E não adianta querer me convencer que é possível dar conta de tudo. É mentira. Por mais que uma mãe se desdobre e que o pai seja presente e atuante, a criança e o adolescente no mundo atual precisa não só de acompanhamento integral, mas principalmente de vigilância. E dizer que a criança e o adolescente bem orientados são responsáveis é, como se diz aqui no sul, tertúlia para nanar bovinos. Quem faz, cria, já dizia a minha mãe. Ela criou, no mais amplo sentido do termo "criar", três filhos. Hoje está tudo muito moderninho, produções independentes, sem pai nem mãe presente, de fininho a figura da babá, na melhor das hipóteses uma vó meia-boca para dar uma segurada no emocional e "virem-se, crianças". Estes pobres coitados seres não têm direito de reclamar, tem a sua disposição a mais completa parafernália tecnológica para ocupar-lhes o tempo, sem contar creches, playgrounds, MC Donalds, etc. Papel de mãe e de pai é pagar as contas, manter a cozinha abastecida com besteiras, dispor TV por assinatura, vídeo-games e internet banda larga, pronto, o filho se cria sozinho. E depois a sociedade que corrija os desvios de conduta. Quem quiser que bata, falei e ponho a minha cara a tapa. Tenho minha consciência bem tranquila. Sou pobre, não tenho uma "realização profissional", mas quando decidi pôr filhos no mundo, assumi a tarefa integralmente e não me arrependo. Posso não ser totalmente feliz, nem totalmente realizada, mas duvido que alguém o seja. Só sei que tenho a paz e a tranquilidade de colocar a minha cabeça no travesseiro e dormir o sonho dos justos por ter cumprido o meu dever maior nesta vida que foi criar dois seres humanos do bem.


* Chico Buarque completa 65 anos, hoje. Para comemorar o aniversário deste poeta-compositor engajado, o UOL selecionou várias músicas do seu repertório. Para ouví-las clique aqui.


Ah, esses olhinhos azuis... (suspiro)
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Bom final de semana a todos!


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Imprensa, Música, Opinião da Blogueira, Política

O Day After da invasão da USP

quarta-feira, 10 de junho de 2009 by Regina Ramão | 3 comentários
Ontem consegui ter uma noção do poder do twitter.

Em razão da greve dos funcionários, professores e alunos da USP, a reitora reivindicou, via ordem judicial, a presença da Polícia Militar, pasmem, no campus universitário.

Nada mais, nada menos que a tropa de choque da PM de SP adentrou no campus.

Os manifestantes receberam os policiais armados com pedras. Os policiais para revidar as pedradas, jogaram bombas de efeito moral nos manifestantes (maioria alunos).

Os canais de TV que cobriram o episódio, limitaram-se a dizer que lugar de estudante era na sala de aula, que universidade é lugar para estudar e não para bagunçar e que os estudantes estavam apanhando porque haviam provocado e desacatado os policiais que são autoridade.

Na minha opinião, lugar de polícia é na rua, correndo atrás de bandido que, aliás, está cheio em São Paulo. Polícia dentro de campus universitário é retrocesso ao tempo da ditadura.

Enquanto a mídia convencional (TVs e sites da grande imprensa) faziam uma cobertura tímida ou sensacionalista, no twitter a cobertura era feita pelos alunos, professores e demais pessoas que os seguiam e repercutiam suas mensagens.

Acessei o twootles, digitei "USP" e comecei a receber milhares de mensagens, era gente lá de dentro e gente de fora também, pessoas buscando informações de parentes e, a maioria, opinando sobre os fatos. Neste momento foi possível conhecer quem era quem naquela rede. Os comentários iam desde os mais inteligentes e lúcidos até os mais bizarros e ignorantes.

Um momento interessante aconteceu quando o Idelber Avelar resolveu, em meio à balburdia, publicar um texto crítico em seu blog, o "Biscoito Fino e a Massa" e lincá-lo no twitter, convidando a galera para ir visitá-lo. Abriu-se um forte debate no espaço dos comentários, com inúmeras participações (mais de cem).

Entre os melhores tuiteiros sobre o episódio, destaco: Idelber, Maria Fro, Túlio Vianna, Semíramis, Arle e Pedro Zambarba.

E hoje, abro o jornal aqui do sul e encontro somente uma notinha perdida no final do jornal sobre a barbárie acontecida na USP entre a tarde e a noite de ontem.

Jornalões estão com os dias contados, não tenho mais dúvidas.


Links interessantes sobre o episódio de ontem:

- O Biscoito Fino e a Massa
- Blog do Túlio Vianna
- Caros Amigos
- Fotos da Invasão


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E mais:

* O Blog da Petrobras: Para muitos esta é a maior sacada de comunicação corporativa do momento. O bluebus chegou a publicar nota a respeito no seu site. Só para se ter uma idéia do fenômeno desencadeado, em uma semana de criação do blog ele já recebeu 145 mil visitas, 31 posts e 1.700 comentários. A apresentação, na sidebar à direita do blog é singela, mas tem incomodado muita gente, diz o seguinte: "Neste blog, apresentaremos fatos e dados recentes da Petrobras e o posicionamento da empresa sobre as questões relativas à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Leia, comente e divulgue para seus amigos." A Petrobras, em seu blog, cometeu a ousadia, considerada pela imprensa mastodôntica uma 'heresia', de divulgar as perguntas que lhe eram encaminhadas por repórteres, antes mesmo destas entrevistas serem publicadas. O Mundo caiu. Vieram pedras de todos os lados, dizendo que a empresa estava ferindo os direitos da imprensa, que isto era um cerceamento, uma censura. Santa ignorância! Quem neste mundo não sabe que há uma porção de repórteres que, digamos assim, não compreendem bem o que ouvem e acabam divulgando informações distorcidas. Não precisa se ter mais de dois neurônios para perceber certas sutilezas em matérias jornalísticas com finalidades duvidosas. Para quem quiser conferir a informação na fonte, o blog da Petrobras é o Fatos e Dados. Não é preciso concordar com tudo, mas a todos deveria ser concedido o benefício da dúvida quando colocados no paredão pela imprensa mastodôntica.


* Yeda dá R$ 150 milhões para a Souza Cruz - “É vergonhoso dar R$ 150 milhões para um empreendimento que gera 250 empregos. Qualquer que seja o ponto de vista que se olhe, isso não faz sentido”. A afirmação é do economista Roberto Iglesias, estudioso da indústria do cigarro, com trabalhos publicados pelo Banco Mundial, criticando a decisão do governo Yeda Crusius (PSDB) de conceder R$ 150 milhões em isenções fiscais para a Souza Cruz. Em matéria publicada segunda-feira (8), na Folha de São Paulo, Iglesias e outros especialistas da área criticam duramente a decisão do governo tucano. Os R$ 150 milhões correspondem ao que a empresa gastou para construir um parque gráfico na Região Metropolitana de Porto Alegre. (ver a íntegra na FSP)


* Novo tradutor do Google permite edição de texto - O Google lançou na terça-feira, 09/06, o seu kit de tradução, Google Translate, com suporte para 47 idiomas. Criado na Índia, o aplicativo além de traduzir textos e conteúdos de sites, também permite que os usuários editem os materiais após terem sido convertidos para outro idioma. (fonte: Olhar Digital)


* Famosas sem maquiagem: A-do-rei esta matéria do Yahho mostrando as beldades sem maquiagem. Percebi que minhas neuras eram um tanto sem fundamento. Já tinha lido algo sobre a Madona declarar que dorme com sua equipe de maquiadores e cabeleireiros, mas depois de ver a foto não tive dúvidas. Como não posso fazer o mesmo, limito-me a me conformar com a cara amassada refletida no espelho, mas agora sem arrancar os cabelos achando que Papai do Céu me odeia. Clique aqui e veja as fotos de várias famosas.



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Até mais, pessoal!

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Curiosidades, Política, Twitter, Violência

A verdade

quinta-feira, 4 de junho de 2009 by Regina Ramão | 1 comentários
"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela."(Max Frich) Recebi no meu twitter, via pensador.info, esta frase de Max Frich.

Já passei por situações em que, por mais que falasse a verdade, notava que meu interlocutor(a) não acreditava em uma vírgula do que dizia. Quanto à mentira, não levo jeito, acabo sempre me entregando. Por mais que defenda a verdade, confesso, admiro muito quem tem o talento de mentir.

Tem gente que consegue mentir com tanta naturalidade e convicção, que chega a acreditar na própria mentira.

Voltando à frase do Frich, já passei pela experiência quando uma pessoa resolveu me dizer a verdade de forma nua e crua. Até hoje tenho dificuldades para acreditar na história.

Na real, não acredito em nada, pois em cada versão do fato existe uma verdade individual, tudo é uma questão de ótica. Esta é a minha verdade... ou mentira. Sei lá.

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E mais:


* Susan Boyle pode cantar para Obama no dia da independência dos EUA
- A cantora escocesa Susan Boyle, que conseguiu fama mundial após sua participação no concurso "Britain's Got Talent", recebeu um convite formal da Casa Branca para atuar diante do presidente americano, Barack Obama, na comemoração do dia da independência dos Estados Unidos, 4 de julho.(Ag. EFE)

* Amar, verbo em transição - A edição deste mês da revista Bons Fluídos traz matéria interessante e sugestiva para o mês dos namorados, versando sobre o que as mulheres esperam em relação ao amor. Segundo a historiadora Mary Del Priore:
“Queremos o amor, a segurança, a fidelidade absoluta, a monogamia e as vertigens da liberdade. No entanto, há uma enorme dificuldade em se doar” Para ler a metéria completa, clique aqui.

* Muito tempo na frente do computador - Um slide show da revista Saúde mostra as maléficas consequências para a saúde para quem fica muito tempo em frente ao computador. São eles: cansaço visual; pescoço tensionado; postura e coluna; tendão lesionado; inchaço nas pernas; e o pior... barriga saliente. Confira aqui.

* "A Copa em Questão" - Um texto de Mair Pena Neto (Direto da Redação)para meditar em relação às escolhas de certas cidades para sediarem a Copa de 2014. Eu, pessoalmente, sou totalmente contra a realização da Copa do Mundo no Brasil. Nem vou iniciar a discussão em cima dos meus argumentos, pois seria um desgaste sem qualquer serventia, visto que o fato está consumado.


* A "Disneylândia" de Aécio Neves - Choque de gestão? Déficit zero? Esqueça. A nova marca do governador mineiro Aécio Neves é um palácio flutuante de Niemeyer num centro administrativo de R$ 1,2 bilhão. Conheça o projeto e faça um passeio virtual pela obra. Interessante matéria na Revista Época. Megalomania??? Será???.

* A charge do Tacho, hoje, no Jornal NH, de Novo Hamburgo/RS, está perfeita. Ainda mais após a divulgação dos números da pesquisa Data Folha, de ontem, em relação ao des-governo gaúcho. (fonte: A Charge Online)

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Até mais, pessoal!

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Curiosidades, Futebol, Política, Saúde

Coletânea Artesanal

terça-feira, 2 de junho de 2009 by Regina Ramão | 1 comentários
Tenho virtudes e defeitos, como todo ser humano. Graças a Deus! Porém, acredito que, em condições normais, não sou vaidosa. Não tenho vaidade nem para me produzir, de fashion não tenho nada. E tampouco tenho vaidade explícita com minhas viagens experimentais no terreno das palavras.

No entanto, no meu âmago (gostaram do "âmago"?) nutro um orgulho quando vejo que alguém leu e gostou de algum texto da minha autoria. Quem disser que não sente o mesmo quando acontece consigo, está mentindo.

No mês passado fui desafiada pela turma bacana do "Coletânea Artesanal" para criar poema ou conto dentro da temática "sobre letras e barcos". Aceitei o desafio.

Para minha alegria, o conto "Canoa! Canoa!" foi aprovado e está entre a seleção de junho da Coletânea.

Quem quiser conferir, basta dar um clique aqui.

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E mais:

* A tragédia com o voo 447 da Air France. Novamente uma grande tristeza e a sensação de impotência se abate sobre o povo brasileiro, especialmente, e sobre mais 31 países de onde as vítimas eram originadas. Talvez não seja o momento oportuno para comentar, mas está na hora de se prestar mais atenção ao que o professor Jucelino Nóbrega da Luz tem previsto com seus sonhos. Infelizmente as premonições de Jucelino são sempre catastróficas. Alguns dirão que a maioria delas não se realizam. Ainda bem. Ele costuma enviar cartas registradas em cartório para as autoridades que "podem" interferir para impedir que seus sonhos se concretizem. Sobre a tragédia do Air France, Jucelino fez a previsão e publicou os documentos correspondentes em seu site.


* Site é lançado para concorrer com Google. Bing, o novo site de busca da Microsoft, é lançado oficialmente em âmbito mundial. Compare o Bing com o Google.


* A moda dos cabelos vintage. "Os cabelos do período de 1920 a 1980 estão sendo redescobertos no século XXI. Vários cabeleireiros se inspiram nos ícones do passado, mas reforçando os traços próprios de cada rosto com novas técnicas de corte e coloração." (notícia da agência EFE, via Yahoo) Esta notícia me deixou contente, pois meus cabelos são puro retrô.



* A música é de Ben E King! A música Stand by Me, que muitos pensavam ser de John Lennon, como a blogueira aqui, é na verdade do quase desconhecido Ben E King. Um daqueles compositores de uma música só. No caso do Ben, está perdoado, pois a sua composição é um belo hino ao amor e ao companheirismo.




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Até mais, pessoal!

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Cultura, Entretenimento, Moda, Música

Sou contra a reeleição

quinta-feira, 28 de maio de 2009 by Regina Ramão | 2 comentários
Considero-me uma pessoa de mente aberta, flexível, mas não para tudo. Sou bastante conservadora em algumas situações, normalmente em relação a assuntos da esfera particular.

Sobre o tema reeleição, tão em voga no momento, mantenho-me fiel ao pensamento que desenvolvia há tempos. Sou contra. Será a idade que está me deixando mais rígida? Talvez.

No tempo em que Fernando Henrique Cardoso era presidente do Brasil, fui absolutamente contra à emenda constitucional que abriu a possibilidade de sua reeleição. Não adiantou nada a minha contrariedade, como todos sabem.

Continuo pensando da mesma forma. Lula já teve a sua oportunidade, mostrou a todos do que era capaz. Não me arrependo de ter votado nele por duas vezes, isto é até contraditório, visto que sou contra a reeleição. Mas chega. Como diz o velho ditado, dois é bom, três é demais. Dois mandatos está mais do que bom.

Lula precisa descansar, necessita de um tempo para meditar sobre o que fez e deixou de fazer. Necessita, principalmente, refletir sobre certas amizades nefastas que mais prejudicaram que ajudaram.

Está na hora de dar oportunidade a outro(a) líder, seja de que partido for. A renovação faz bem, areja, traz novo fôlego, novas ideias, novos caminhos e possibilidades. O bonito da democracia é isto, a novidade embriagada de esperança.

O governo do Presidente Lula, no meu julgamento, foi muito bom. Mas isto não faz com que eu tenha vontade de lhe passar procuração eterna. Até por que o admiro e respeito. O homem precisava trabalhar, agora ele precisa descansar. Até Deus descansou.


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E mais:



* Clube de Autores - publique seu livro. Garimpando na internet descobri este site bacana que publica o livro do aspirante a escritor(a) gratuitamente.


* Concessão de seguro-desemprego ficará mais rápida até dezembro. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse ontem que está sendo testado em Brasília um sistema para os empregadores pedirem o seguro-desemprego pela internet. A medida reduzirá o tempo de concessão. (fonte: FSP)


* Para estudo, quem lê mídia impressa são os velhos. Me incluo nesta. Apesar de ser aficionada pela internet, não deixo de ler meu jornalzinho básico. Só que, admito, a cada dia fico mais entediada, pois as notícias do jornal impresso não conseguem competir com a velocidade da internet, e aí o gosto requentado(esta expressão é moda aqui no sul) desanima. (Portal Imprensa)


* A minha descoberta da semana foi o site twootles. É um site de buscas onde, ao mesmo tempo, é possível consultar páginas do Google e do Twitter. Coloca-se um palavra-chave, por exemplo, "Yeda" e, ao mesmo tempo que abrem as páginas para acesso às pesquisas do Google, abre também os últimos tweets do Twitter sobre o mesmo assunto. Gostei muito de um comentário que ouvi em uma rádio, acho que foi na Bandnews, não lembro o comentarista, que disse que, comparando a internet a uma universidade, o Google seria o espaço da biblioteca e o twitter seria o barzinho, onde rolam as fofocas sobre os assuntos palpitantes do dia.

* Barry Manilow - Dizem que na Nova Zelândia estão usando as músicas dele para dispersar adolescentes em reunião noturna, quando começam a perturbar o sono da vizinhança. Não falta um vizinho para colocar o som de Barry Manilow a mil, fazendo com que a turma debande. Que injustiça. Lá nos meus tempos de guria e até hoje, sou fã das melodias açucaradas do Barry. Para matar a saudade, um vídeo daqueles tempos.



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Até mais, pessoal!

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Curiosidades, internet, Política

Bom caratismo deveria ser a regra

quinta-feira, 21 de maio de 2009 by Regina Ramão | 2 comentários
A história do taxista argentino ficou famosa na internet e na mídia em geral.

Para quem não ouviu falar, um pequeno resumo. Santiago Gori, 49 anos, pegou um casal para uma corrida na cidade de La Plata. Após deixar o casal, pegou uma nova passageira que avisou que havia uma pasta no banco de trás. Gori, ao ver tanto dinheiro (130 mil pesos, cerca de 70 mil reais), disse imediatamente que o dinheiro não era seu.

Correu para devolver o dinheiro aos donos que agradeceram com um "obrigado" e "você é um santo".

Nicolas Diaco e Ezequiel De Luca, dois publicitários, sensibilizados com o gesto do motorista e indignados com a falta de recompensa material ao motorista, resolveram criar uma campanha, com site na internet, buscando arrecadar quantia próxima a que o taxista achou e devolveu.

Dois dias depois de receberem a mala, os donos da mesma resolveram recompensar o taxista com algo equivalente a 12 mil pesos ( 7 mil reais), mas aí a campanha já estava a mil na internet.

A campanha deu certo. Valeu de tudo: de camisa da seleção de futebol da Argentina e do Racing até pneus novos para o veículo, de garrafa de vinho a quilos de sabão. Valeu ainda até uma feijoada completa com direito a caipirinha em São Paulo, no valor de 100 pesos (cerca de R$ 55) e também um corte de cabelo no valor de 18 pesos.

No site Devolvámosle la guita al taxista, está a campanha dos publicitários.

Sou a favor que atos como estes devam ser amplamente divulgados e devidamente recompensados. Apesar de entender que bom caratismo deveria ser algo tão normal que não causasse espanto ou surpresa a ninguém.

Contrastando com a história do argentino, surgiu na imprensa, hoje, a notícia do casal neozelandês que, ao receber um empréstimo de 6,1 milhões de dólares por engano, pois haviam solicitado 6 mil dólares, apanharam o dinheiro e abandonaram o país.

Começou a busca internacional atrás dos dois, mas, incrivelmente, suas identidades estão sendo mantidas em sigilo.

Vai ver eles, como muitos políticos que campeiam pelo Brasil, seguem a máxima de que achado não é roubado, ou, se o banco se enganou, azar do banco.


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E mais:



* Procurador instaura inquérito civil para apurar exposição de Maisa no SBT - Demorou. O que estão fazendo com aquela menina é um absurdo. E tem mais, não é só o Sílvio Santos e aquela macacada de auditório que ele tem e que faz tudo o que ele manda, como ridicularizar e traumatizar a menina, que me causam asco. O que mais me repugna é a irresponsabilidade da mãe da criança que a expõe a situações humilhantes que implicam em risco para seu desenvolvimento psicológico saudável. Cambada de mercenários que não sentem vergonha de explorar uma criança. Aí o povão acha engraçadinho e dá audiência, esta mesma gente hipócrita que fica indignada com aquelas mães faveladas que colocam os filhos nos semáforos para pedir esmolas. Não vejo diferença alguma entre estas mães e a atitude dos pais da Maísa. Até que enfim o Ministério Público resolveu agir. Oxalá os envolvidos com este circo dos absurdos recebam as penas merecidas.


* Avesso à unilateralidade da mídia - "Em entrevista à CULT, o professor de filosofia da FFLCH-USP, Franklin Leopoldo e Silva mostra-se crítico ao papel que os meios de comunicação desempenham atualmente. Para ele "os veículos da grande imprensa têm uma tendência a dar uma informação que se julga completa, portanto nada mais há a dizer sobre aquilo e qualquer tipo de interrogação do leitor é dispensável". A reversão desse quadro de inércia por parte do interlocutor passa, segundo ele, pela remodelação do modo como a informação é transmitida. "Se permitirem ao interlocutor a ressignificação da informação, ele estará desempenhando um papel ativo e não terá que se submeter à informação como meio de controle", analisa. Engana-se quem pensa que com estas afirmações o professor Leopoldo entenda que a internet seria a solução para esta passividade imposta pela mídia convencional. " Leia a matéria completa aqui.


* Os Improváveis - Uma galera muito divertida manda ver muito bem no humor de improviso. Para conhecer melhor o trabalho destes caras, vale ir ao canal do YouTube clicando aqui.




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Bom final de semana a todos!

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Cultura, Curiosidades, Entretenimento, Opinião da Blogueira

Seria cômico se não fosse trágico

terça-feira, 19 de maio de 2009 by Regina Ramão | 2 comentários
E o governo de São Paulo conseguiu a proeza de distribuir livros às ecolas públicas contendo expressões pra lá de chulas.

A FSP de hoje expõe, sem qualquer inibição, a tragicomédia educativa
. Por mais desinibido que seja este blog, não vou baixar o nível a ponto de reproduzir a baixaria. E, pasmem, os livros "didáticos" eram dirigidos a crianças na faixa dos nove anos de idade, como material de apoio à terceira série do ensino fundamental.

O governador José Serra reconheceu o erro e determinou o recolhimento dos livros. Menos mal. Agora, convenhamos, não funciona uma fiscalização, um setor de controle de qualidade no conteúdo destes livros? Isto é o básico do básico, ainda mais quando se refere a materiais destinados à educação infantil.

Para aliviar a situação a Secretaria de Educação de SP informou que esta foi apenas uma entre 818 obras escolhidas.

Ah, bom. Então não há por que se precoupar.


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E mais:


* Sua idade pode ser menor do que você pensa. A Revista Época, desta semana, traz matéria sobre alimentação saudável a ponto de fazer a pessoa que a segue aparentar ter idade inferior a real. Existe, inclusive, um teste para verificar se os hábitos saudáveis que seguimos são suficiente para diminuir a idade.


* Como escrever melhor - em 5000 caracteres ou menos. Augusto campos, no Efetividade.net, dá excelentes dicas para a criação de textos mais concisos, objetivos e interessantes. Para pessoas prolixas, como eu, as dicas ajudam.


* Locais de arrecadação para flagelados das enchentes no Nordeste no Google Maps.
Clique aqui.


* Wal-Mart lança no Sul campanha para reduzir consumo de sacolas plásticas
Pioneiro no país, foi lançado ontem (18/05), no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina o programa “Cliente consciente merece desconto”. É o único programa no Brasil que reverte benefício financeiro para clientes que não usarem sacolas plásticas para levar as compras. As lojas BIG e Nacional repassarão, integralmente e já no caixa, o custo das sacolas plásticas que deixará de usar – R$ 0,03 por sacola. A cada 5 produtos, o consumidor recebe o valor de uma sacola. Se comprar mais produtos, e não usar as sacolas, o abatimento será calculado proporcionalmente. No Rio Grande do Sul, todas as 85 lojas BIG e Nacional de 41 cidades participarão do programa ambiental. (Ecoagência)


* Awkward Family Photos.com Um blog criado há pouco tempo e que faz um tremendo sucesso na web. O blog foi criado por dois americanos, Mike Bender e Doug Chernak, que cresceram juntos em Nova Jérsei e hoje trabalham como escritores em Los Angeles."Nós estávamos almoçando juntos há cerca de um mês, como sempre fazemos, contando histórias sobre nossas famílias, que normalmente envolvem alguma situação esquisita", disse à BBC Brasil Mike Bender."A gente se deu conta de que há algo de universal sobre a esquisitice de famílias e achamos que seria bacana fazer um blog. E qual a melhor maneira de mostrar isso do que as fotos de família, algo com que todo mundo pode se identificar?" Não tenho certeza, mas parece que os guris recebem contribuições para aumentar a galeria. Então, quem se habilita a mandar foto esquisita feita em casa e ajudar a incrementar o álbum de família mundial?



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Por hoje é só. Até mais, pessoal.

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Alimentação Saudável, Curiosidades, Política, Solidariedade

Enchentes no Norte e Nordeste, por que a indiferença?

segunda-feira, 18 de maio de 2009 by Regina Ramão | 0 comentários
Há alguns dias sinto-me incomodada pela minha própria atitude de distanciamento do problema, fingindo que não é comigo. Ontem fui devidamente sacudida pelo amigo Gabriel Ramalho, um cearense arretado, que colocou o dedo na minha consciência através do artigo publicado no seu blog, "Sobre Enchentes e Comoção Midiática - ou, ainda, como ajudar as vítimas das enchentes no Norte e Nordeste".

Entre outras coisas, Gabriel salienta com muita propriedade, que nas enchentes de SC, em dezembro de 2008, foram vitimadas cerca de 80 mil pessoas e que, agora, no Norte e Nordeste, as vítimas ultrapassam o número de 184 mil pessoas.

E, mesmo com todo este flagelo, parece que nem a mídia, nem a população, se comoveu com esta nova tragédia em solo brasileiro.

Timidamente, na semana passada, fiz menção às enchentes, e linkei o site com os endereços para ajuda. Mas fiquei nisso. Bem diferente da atitude que tive no ano passado, onde cheguei a participar ativamente de campanhas de arrecadações de mantimentos, água potável e roupas para os atingido em SC. Publiquei no blog durante dias as contas para quem quisesse ajudar com dinheiro. E agora? O que tenho feito para ajudar os irmãos do Norte e Nordeste? Admito, nada.

Nunca é tarde para acordar, espantar o marasmo e agir.

Então, você e eu podemos ajudar:

Doações em dinheiro


Conta da Cruz Vermelha nas instituições com maior penetração no Nordeste:

Caixa Econômica Federal
Ag.: 3281; Operação: 003; C/C: 300-1
Banco do Brasil
Ag.: 3515-7; C/C: 11024-8
Banco do Nordeste
Ag.: 016; C/C: 29393-8

Outras doações (alimentos, roupas e mantimentos)


Agências do Banco do Nordeste

Lojas de atendimento da Coelce

O POVO
Avenida Aguanambi, 282 - José Bonifácio
Fone: (85) 3255 6101

TV Jangadeiro
Endereço: Av Antônio Sales, 2811, Dionísio Torres

Secretarias Executivas Regionais (SERs) de Fortaleza
www.fortaleza.ce.gov.br

Corpo de Bombeiros do Ceará
Fones: (85) 3101 2227, 3101 1078, 3101 2018, 3101 2018, 3101 5662 ou 3392 1195.

Sede da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL)
Endereço: Rua 25 de Março, 882, Centro

Sede da Federação das Indústrias (FIEC)
Endereço: Av. Barão de Studart, 1980, Aldeota

Rede Bancária
Agências do Banco do Nordeste (BNB), Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal

Outros estabelecimento
Casas lotéricas, Agências dos Correios, Supermercados Extra e Supermercados Pão de Açúcar

Núcleos do Serviço Social da Indústria (SESI)
www.fiec.org.br/sesi

Cruz Vermelha
Endereço: rua Dr. José Lourenço, 3280, Joaquim Távora
Aberto das 9 às 17 horas
Telefone: (85) 3472 3535


Endereços da Cruz Vermelha no RS: (clique aqui e acesse os links dos endereços)

Filiais e respectivos telefones:

Cruz Vermelha Brasileira Filial Municipal de São Leopoldo (51) 3592-6163

Cruz Vermelha Brasileira Filial Municipal de Sapucaia do Sul (51) 474-1648 / (51) 474-5178 (fax)

Cruz Vermelha Brasileira Filial Municipal de Caxias do Sul (54) 214-8100 (fone/fax)

Cruz Vermelha Brasileira Filial Municipal de Tramandaí (51) 684-2878 (fone / fax) / (51) 661-5725

Cruz Vermelha Brasileira Filial Municipal de Bento Gonçalves (54) 451-3043

Cruz Vermelha Brasileira Filial Municipal de Santa Maria(55) 3027-4510

Cruz Vermelha Brasileira Filial Municipal de Montenegro (51) 9717-3141 e 9873-7027

_________________________________

E mais:


* Coluna do Paulo Santana, na Zero Hora de ontem, de conteúdo homofóbico, em pleno Dia Mundial de Combate à Homofobia. O site HOMOmento dá uma bela resposta ao dinossauro Paulo Santana. Opinião da blogueira: tem senhores que pararam no tempo, continuam dialogando somente com seus pares, sem oxigenar o cérebro, enfumaçado pelo preconceito e pela fumaça de trilhões de cigarros. Pessoas que, infelizmente, dispõem de espaço em jornal para darem descarga às suas interpretações e julgamentos distorcidos, incompatíveis com o mundo moderno, diversificado, onde a maioria das pessoas buscam serem autênticas e aceitarem as diferenças para que a paz e o entendimento deixem de ser utópicos.


* Mega Não - AI-5 Digital: Ocorre dia 25/05, na Assembleia Legislativa do RS, mais um ato contra o malfadado projeto do Senador Azeredo e Em Defesa dos Direitos Civis na Internet.



Aqui o pensamento de Gilberto Gil a respeito da censura digital do senador Azeredo, declarações feitas no último sábado, em Porto Alegre, antes do seu show no teatro do SESI.




* Relógio do Mundo: recebi este link por email do Prof Toni. É muito interessante. Trata-se de um relógio mundial que vai computando desde os nascimentos até a produção de bicicletas, de espécies animais em extinção a número de imigração ilegal nos EUA. Vale conferir.


* Esculturas de Areia: o site Mundo Gump publica fotos de maravilhosas esculturas de areia, abaixo uma provinha do que se encontra por lá.






* Portal reúne 100 mil gravações brasileiras a partir de 1902 - Composta por Xisto Bahia e interpretada por Baiano, "Isto É Bom" foi a primeira música gravada no Brasil, em 1902, segundo o "Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira". Ela pode ser ouvida on-line, de graça. A canção está entre as mais de 100 mil disponíveis no site do IMS (Instituto Moreira Salles). Outro destaque é "Pelo Telefone", escrita por Donga e considerada o primeiro samba gravado, em 1917, também na voz de Baiano. (FSP)


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